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2            Páscoa!

         A Páscoa nasceu com a Igreja e a Igreja nasceu da Páscoa. Os primeiros cristãos se reuniam no “dia do Senhor” para celebrar a ressurreição e a vida nova que dela decorre. Isso nos leva à consciência de que todo domingo é Páscoa e toda Eucaristia é memorial do ministério pascal. A Páscoa propriamente dita – uma data específica e especial – também é celebração antiga. Os textos começam a falar dela por volta do ano 150.

Os símbolos Pascais.

         No hemisfério Norte, a Páscoa coincide com a primavera e tudo o que renasce de alguma forma recorda a ressurreição.

         A cor branca, própria do Tempo Pascal, lembra a vitória do Cordeiro imolado, vencedor da morte e do mal, trazendo a paz. A cruz vazia ou só com um lençol branco recorda que a cruz não é o fim de tudo, mas o começo de nova era.

         O ovo é um dos símbolos pascais mais conhecidos – e explorado pelo comércio (se for de chocolate). É símbolo da vida, é a maior célula que existe. Desde os primeiros séculos, por ocasião da Páscoa, era costume presentear as pessoas com ovos enfeitados e coloridos. Ainda hoje os judeus têm no ovo um dos símbolos pascais mais importantes. Ele representa o povo judeu em seu peregrinar sofrido na história: quanto mais oprimido, mais resistente, assim como o ovo: quanto mais cozido, mais duro.

         O Cordeiro é o símbolo religioso mais antigo da Páscoa. No Novo Testamento, simboliza Cristo chamado de Cordeiro de Deus por João Batista, imolado na cruz quando no Templo de Jerusalém se iniciava a matança dos cordeiros pascais. O Apocalipse explora bastante esse simbolismo a partir do capítulo 5.

         O Círio Pascal – aceso na Vigília e em todas as celebrações do Tempo Pascal – é associado à luz, é símbolo do Ressuscitado, vencedor das trevas e da morte. O Círio Pascal, expressão do Cristo ressuscitado é aceso no fogo novo e partindo dele, irradia-se a luz da ressurreição, que vai rompendo as trevas. Primeira criatura na criação, a luz do Círio é princípio de nova criação, inaugurada com a vitória do primogênito dentre os mortos. Representa Cristo ressuscitado, vencedor das trevas e da morte (os cravos do Círio), Senhor da história (os algarismos), princípio e fim de tudo (A e Z), sol que não conhece ocaso. É aceso com o fogo novo, produzido em plena escuridão, pois na Páscoa tudo renasce. À luz do Círio Pascal canta-se a Proclamação da Páscoa (Exultet), que forma um todo orgânico com o anúncio da libertação pascal. A aclamação “Eis a luz de Cristo” é um memorial da Páscoa. A procissão com o Círio marca a presença de Cristo no meio do seu povo. O Exultet exalta a nova criação nascida da luz da ressurreição.

         O coelho não é símbolo religioso de Páscoa. Como símbolo de fecundidade, foi usado na Antiguidade pelos egípcios (os coelhos se reproduzem constantemente e as fêmeas estão sempre aptas para a prenhez).

         A Colomba ou Pomba Pascal também não é símbolo religioso, mas comercial. É de origem italiana. Trata-se de um doce tipo panetone, mas no formado de uma pomba. É possível ver aí uma alusão ao Espírito Santo? Um símbolo da paz?

Feliz Páscoa! São os votos de Pe. José Airton e Frei Júlio César

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