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Ciclo do Nataldownload

Estamos entrando agora para o ciclo do Natal

Sendo a celebração da vida de nosso Senhor ao longo de um ano, o ano litúrgico tem etapas e com elas nós avançamos e somos introduzidos no coração do projeto de Deus.

Há dois modos de perceber a organização do Ano litúrgico:

ANO LI-1F O primeiro se caracteriza por “ciclos”. Ciclos é um período em que ocorrem fatos históricos importantes a partir de um acontecimento, seguindo uma determinada evolução, desta forma o ciclo do natal está composto de vários acontecimentos que precedem e o seguem da seguinte forma:

 

 

 

 

Ø Advento;

  • Ø Natal (com as oitavas);
  • Ø Sagrada Família;
  • Ø Festa da Mãe de Deus;
  • Ø Epifania;
  • Ø Batismo do Senhor;

 

F Outro modo de perceber a organização do ano litúrgico é por “Tempos”.

  • Ø Tempo do Advento – com 4 domingos
  • Ø Tempo do Natal – do Natal até o Batismo do Senhor
  • Ø Tempo da Quaresma – com 5 domingos mais a Semana Santa
  • Ø Tempo da Páscoa – da Páscoa até Pentecostes
  • Ø Tempo Comum – com 34 domingos, assim distribuídos: do batismo até quarta-feira de cinzas e depois de Pentecostes até a Solenidade de Cristo Rei;

 

Podemos dividi-lo o “Ciclo do Natal” em três etapas:

Ä A primeira, de preparação, de gestação - é o tempo do Advento.

Ä A segunda, de chegada, de realização, é a festa do Natal.

Ä A terceira, finalmente, de manifestação é a festa da Epifania.

 

O TEMPO DO ADVENTOadvento2

O que é Advento?

Advento é a tradução do latim Adventus. Antes de ser usado no cristianismo, significava duas coisas:

  • Ø “Acreditava-se” que a divindade vinha a seu templo uma vez por ano, num dia fixo para visitar seus fiéis durante o culto e trazer-lhes Salvação. Esse dia era chamado Adventus, "o dia da vinda".

Alguns fatores contribuem para que o Ano litúrgico que se inicia com o 1º Domingo do Advento, não comesse sempre na mesma data.

Em primeiro lugar, o fato de o Natal ser sempre no dia 25 de dezembro, podendo cair em qualquer dia da semana. E o advento tendo 4 domingos. As três primeiras semanas são cheias, mas a última é quase sempre incompleta.

 

  • Ø Também a primeira visita oficial de uma pessoa importante para tomar posse e assumi Governo ou Cargo importante era chamado de Adventus ou em grego-Parousia, (parusia) e Epifania (manifestação).

Porém, segundo São Bernardo, acontece uma vinda intermediária.

“O Senhor que VEIO, VIRÁ e VEM no hoje de nossa vida.”(Cf. Sermão de São Bernardo – Liturgia das Horas)

“Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermediária. Aquelas são vindas visíveis, mas esta, não... Está vinda intermediária é, portanto, como um caminho que conduz da primeira à última; na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na intermediária, é nosso repouso e consolação” ... Cf. Liturgia das Horas – dos Sermões de São Bernardo, Abade.

 

SIGNIFICADO:

Advento, tempo de espera, de preparação e de chegada, vigilância de recolhimento e expectativa em que a Igreja como uma feliz mãe aguarda a chegada do filho, e ainda mais quando este "filho” é o próprio "Emanuel” o Deus que arma sua tenda em nós.

Sabemos que com a chegada do Advento iniciamos um novo ano Litúrgico na Igreja, no qual nos adentramos no mistério da Encarnação do Senhor que será revivido como em todos os anos, dia 25 de dezembro.

O Tempo do Advento faz parte do ciclo natalino que compreende o Advento mesmo, natal, a epifania, o ano novo e o Batismo do Senhor.

Também o tempo do Advento abre para a Igreja a grande celebração da manifestação do Salvador em nossa humanidade. O Advento é um tempo de preparação para as festas epifanicas, tem como tarefa preparar-nos para receber o Senhor que vem e se manifesta a nós.

 

Podemos dizer que a manifestação do Senhor tem dois aspectos:

Ä A sua manifestação em nossa carne ao nascer, que constitui sua primeira vinda;

Ä A sua manifestação em Glória e majestade no final dos tempos.

 

O Tempo do Advento terá, por conseguinte esta dupla estrutura.

Será Advento escatológico e Advento Natalício.

  • Ø O primeiro compreende o tempo que vai do 1º domingo do Advento ao dia 16 de dezembro;
  • Ø O segundo constitui-se pelas semanas de 17 a 24 de dezembro que propõe a preparação mais imediata para o natal.

 

 

O Advento seja o tempo que nos exorta a cultivar as atitudes evangélicas fundamentais, como a vigilância alegre e, na oração, a esperança e a conversão.

O tempo do Advento é um chamado á conversão para preparar os caminhos do Senhor que vem e que incita todo ser humano a preparar-se para recebê-lo.

 

As referencia a São João Batista:

“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
Este veio para testemunho, para dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele.
Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.” Jo 1,6-8
“Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas.”Lc 3,4

 

O conteúdo das leituras bíblicas, em particular o EVANGELHO, focaliza para cada domingo do advento um tema específico em cada um dos três ciclos litúrgicos:

  • Ø A vigilância na espera de Cristo (1º domingo);
  • Ø Exortação á conversão (2º domingo);
  • Ø O testemunho de Cristo, dado por seu precursor, João Batista (3º domingo);
  • ØAnúncio do Nascimento de Jesus Cristo (4º domingo);
  •  
  • Os textos do Missal ilustram o grande tema da vinda de Cristo, seja na encarnação, seja no final dos tempos como juiz e Senhor.

 

arq 3500aMerece atenção especial o formulário do quarto domingo, o segundo prefácio e as coletas das missas dos dias 17, 19, 20 e 23 de dezembro; seu caráter MARIANO ressalta a relação e a cooperação de MARIA no mistério da redenção. O Advento é o tempo MARIANO por excelência do ano litúrgico.

Pref. II: ... “Predito por todos os profetas, esperado com o amor de mãe pela Virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por São João Batista”...

Pref. IIA: ... “Nós vos louvamos, bendizemos e glorificamos pelo mistério da Virgem Maria, mãe de Deus. Do antigo adversário nos veio a desgraça, mas do seio virginal da Filha de Sião germinou aquele que nos alimenta com o pão do céu”... “Em Maria, é nos dada de novo a graça que por Eva tínhamos perdido”...

 

O Deus do Advento é o Deus da historia, o Deus que chegou em plenitude para a salvação do ser humano em Jesus de Nazaré, no qual se revela o rosto do Pai. Deus atua nos fatos da historia dando-lhes uma direção salvífica. Por conseguinte, é ressaltada também a espera ativa para dispor-nos ao dom da salvação: o encontro com o Senhor que entra em nossa historia e em nossa vida; a manifestação ativa do que o Senhor realiza em nós para que se transforme em dom para os outros.

 

A TEOLOGIA DO ADVENTO

Este tempo possui um rico e original conteúdo teológico; considera todo o mistério da vinda do Senhor na historia, até a sua conclusão.

O advento recorda a dimensão histórica da salvação. O Deus da Bíblia é o Deus do evento, o Deus da historia, o Deus da promessa e da aliança. Deus é aquele que age dentro de preciosos acontecimentos em sentido salvífico; ele se deixa encontrar como salvador da historia. Com Jesus, o tempo chega á sua plenitude e o Reino torna-se próximo. O Advento é o tempo litúrgico no qual é lembrada a grande verdade da historia como lugar da atuação do plano salvífico de Deus.

O Advento, portanto, é também o tempo em que se evidencia fortemente a dimensão escatológica do mistério cristão. O Deus da revelação se manifesta em toda a Bíblia, do Êxodo ao Apocalipse, como “aquele que é, que era e que vem”. (Ap 1,4-8;Ex 3,13-14). Isto é, como  aquele que realiza a salvação e por isso está sempre presente para salvar.

 

A ESPIRITUALIDADE DO ADVENTO

Toda a liturgia do Advento é apelo para se viver alguns comportamentos essenciais do cristão:

a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão, a pobreza, SOLIDARIEDADE.

A expectativa vigilante e alegre caracteriza sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação é o Deus da promessa, que se manifestou em Cristo toda a sua fidelidade ao Homem. A expectativa vigilante é acompanhada sempre pelo convite á alegria. O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é fiel.

No Advento toda a Igreja vive a sua esperança.  O Deus da revelação de Jesus tem um nome: “Deus da esperança” (Rm 15,13). A Igreja vive, na esperança, “...enquanto vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.”(Cf. Rito da Comunhão)

A sua existência como graça de Cristo, inteira e unicamente ancorada na palavra do evangelho.

Advento tempo de conversão. Não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo coração, na expectativa de sua volta. A vigilância requer luta contra o torpor e a negligência; requer prontidão e, portanto, desapego dos prazeres e bens terrenos.(Lc 21,34ss).

O espírito de conversão, próprio do Advento, possui tonalidades diferentes daquelas relembradas na Quaresma.

A substância é essencialmente a mesma, mas, enquanto a QUARESMA é marcada pela austeridade da reparação do pecado, o ADVENTO é marcado pela alegria da vinda do Senhor.

 

 

Enfim, um comportamento que caracteriza a espiritualidade do Advento é o do pobre. Não tanto o pobre em sentido econômico, mas o pobre entendido em sentido bíblico: aquele que confia em Deus e apoia-se totalmente nele Belém e Nazaré, mas, sobretudo a cruz, são as diversas formas com que Cristo manifestava-se como o autentico “pobre do Senhor”. Interessante perceber que um ponto intercala ao outro.

A espera da Segunda vinda do Senhor é o tema principal da primeira parte do Advento. Os textos Litúrgicos tratam da segunda vinda do Senhor fundamentando-se nos textos bíblicos sobre o juízo (Mt.25,31-45), parábola do servo vigilante que é servido á mesa (Lc 12,35-40) virgens prudentes e tolas, (Mt.25,1-3).

 

ADVENTO NATALICIO

A Igreja prepara-se para a celebração do mistério da encarnação, nascimento de Jesus. A encarnação do Filho de Deus implica um intercâmbio sagrado. Temos de purificar nosso coração com a oração e louvor a Deus acompanhados pela Virgem, aquela que deu á luz o Filho, e por João que o pregou e anunciou para celebrar dignamente esse mistério.

 

Maria visita Isabel1AS FIGURAS DO ADVENTO

As figuras que aparecem no Advento dão uma tonalidade especial para este tempo:

    Ä ISAÍAS - A tradição antiga indicou para este tempo a leitura do profeta Isaías, porque nele aparece fortemente a esperança que confortou o povo eleito durante tempos difíceis e decisivos da historia sobre tudo no exílio. (Is 11,1-10)

Ä JOÃO BATISTA - É o último dos profetas, João é Sinal da intervenção de Deus a favor do seu povo, como precursor do Messias.

Ä MARIA - A Liturgia nos lembra de que em Maria culmina a expectativa messiânica de todo o povo de Deus do Antigo Testamento, Maria, coopera no mistério da redenção aceitando ser a mãe do Filho de Deus. O Filho de Deus entra no mundo como nascido de uma mulher. Ela une o Salvador ao gênero humano.

Ä SÃO JOSÉ - Ele é o homem justo. Com "filho de Davi" (Mt.1,20), José tem um lugar no mistério da encarnação do Filho de Deus, porque permite que Cristo se coloque na estirpe de Davi.

 

SÍMBOLOSimages

O sinal principal é a Eucaristia, o sacramento da espera... “Até que Ele venha".

A Palavra (O VERBO)- Advento é tempo de nos engravidar da Palavra - e o Verbo se faça carne em nós!

A liturgia da Palavra no tempo do Advento, pedagogicamente nos leva a viver a expectativa de um novo parto da salvação de Deus.

A COR ROSADA no 3º domingo do Advento, o “Domingo Gaudete” lembra que o advento é tempo de ALEGRE ESPERA.

GAUDETE = ALEGRIA

Isso porque falta apenas uma semana para o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

A coroa com as QUATRO VELAS, nos convida a uma atitude de vigilância, própria desse tempo. Podemos dizer também que as quatro velas, que progressivamente se acendem, retomando o costume judaico de celebrar a vinda da luz na humanidade dispersa pelos quatro pontos cardeais, expressa nossa prontidão e abertura ao Senhor que vem.

Há comunidade que ao invés de quatro usam nove velas, correspondendo aos dias da novena.

Há ainda o costume de armar presépio, usar troncos secos e com brotos para visualizar as imagens bíblicas que se referem á esperança do povo de Deus.

 

As músicas expressam a invocação do coração, no desejo se ver os céus se abrirem e descer á terra o Salvador prometido. Quem deve escolher os cantos não pode improvisar. Há vários cantos inspirados nos textos bíblicos que falam da vinda do Salvador, portanto dar preferencia a eles.

 

A FESTA DE NOSSA SENHORA NO TEMPO DO ADVENTO.

A do dia 08 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, É UMA SOLENIDADE, não festa nem memória, por se tratar de um dogma. Por isso, quando esse dia cai de domingo, a solenidade ocupa o lugar do domingo correspondente. A cor litúrgica adequada é Branca.

Dia 12 de Dezembro, Festa de N. Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina. Portanto seja comemorada e celebrada no dia nos paramentos branco, com o hino de louvor (glória). Enquanto uma é solenidade por um dogma, outra é uma festa por um título ou padroeira.

 

LEMBRETE MUITO IMPORTANTE

Neste ano teremos apenas três semanas completas do Tempo do Advento, pois dia 23 de dezembro às 15h inicia o 4º domingo do Advento e encerrará nas primeiras vésperas do dia 24 de dezembro, onde iniciaremos a festividade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto as missas feitas no período da manhã sejam celebradas 4º domingo do Advento e as da noite a missa da Véspera do Natal.

 

A NOVENA

A novena já é o começo da festa. Por isso, deve ser mais orante, mais litúrgica. As novenas são preparatórias, e ao mesmo tempo, têm um caracter de oitava de natal, celebrada antecipadamente. O dia 25 então seria como nas antigas celebrações de Israel: "O último dia da festa, que era o mais solene”. (Jo 7,37).

 

DURAÇÃO DO ADVENTO

O advento começa nas primeiras vésperas do Sábado, véspera do 1º domingo e vai até a véspera do Natal do Senhor.

 

O TEMPO DO NATAL

A festa do natal nasce em Roma. No inicio as festas do Natal e da Epifania eram uma celebração com um único e idêntico objetivo: a encarnação do Verbo, embora no Ocidente, o mistério da encarnação era celebrado no dia 06 de janeiro, com o nome de Epifania; no Ocidente, isto é em Roma, o mistério celebrado no dia 25 de dezembro, com o nome de Natalis Domini.

A realidade celebrada na solenidade do Natal, a “vinda” do Filho de Deus na carne, embora deva ser considerada na totalidade do mistério de Cristo, presente sacramentalmente na Igreja, concretiza-se expressamente no nascimento de Jesus através de Maria e nos acontecimentos da sua infância.

 

A ADMIRÁVEL TROCA ENTRE A DIVINDADE E A HUMANIDADE

O tema da admirável troca na qual “Deus se fez homem a fim de que o homem se tornasse Deus” está no centro de toda a liturgia romana do Natal. O primeiro ato dessa maravilhosa troca opera-se na humanidade de Cristo. O Verbo assumiu aquilo que era nosso e, em troca, a natureza humana foi elevada á dignidade divina.

O segundo ato da troca consiste na nossa real e intima participação da natureza divina do verbo: “Quando chegou à plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho; ele nasceu de uma mulher,”...(Gl 4,4-5). “O Salvador do mundo, que hoje nasceu e nos regenerou como filhos de Deus, nos comunique o dom da sua vida imortal”.

O Natal é assim a festa do homem feito filho de Deus. O Concílio Vaticano II afirma: “Na realidade, o mistério do homem só se torna verdadeiramente claro no mistério do Verbo encarnado.” (cf. GS22).

 

A ESPIRITUALIDADE DO NATAL

A graça própria da celebração do Natal é a nossa adoção divina.

O mistério do Natal não nos oferece somente um modelo para imitar a humildade e pobreza do Senhor que está deitado na manjedoura, mas nos dá a graça de sermos semelhantes a ele. A manifestação do Senhor conduz o homem á participação da vida divina.

Assim verdadeira espiritualidade do Natal não consiste na imitação de Cristo “do lado de fora”, mas “viver Cristo que está em nós” e manifestá-lo com a vida no seu mistério de virgindade, obediência, pobreza e humildade.

Celebrar o Natal é celebrar a manifestação de Deus em nossa humanidade; "O Verbo se fez carne e habitou entre nós". É festejar a salvação que entra definitivamente na história da gente. É comemorar a Páscoa do Natal!

É festejar a chegada do dia da libertação, há tanto tempo esperado!  É acolher o Ressuscitado que se revela a nós como quem assumiu plenamente a nossa condição humana e a transformou.

É festejar o encontro do humano com o divino: O Deus humano e a humanidade divina. É contemplar o Deus companheiro, o Deus conosco, o Emanuel. É festejar a alegria de sermos “filhos no Filho".

 

Não há uma data exata, quando começou a ser celebrado o Natal. Conforme o costume, dizem que o Papa Silvestre I foi o primeiro a incentivar a celebração.

A respeito das missas de Natal.

A Liturgia pede que sejam feitas, 3 missas de diferentes liturgias ao decorrer ao dia, sendo diferentes uma das outras:

  • Ø Missa da Noite; dia 24 à noite.
  • Ø Missa da Aurora; dia 25 ao amanhecer.
  • Ø Missa do Dia; dia 25 durante o dia.

Todas elas com leituras e liturgia própria.

 

Oitava do Natal e Sagrada Família

Há no ano litúrgico duas oitavas, uma do Natal e outra da Páscoa. São 8 dias formando um todo, um só dia. A oitava do Natal recorda que, até o oitavo dia, é Natal. Isso ressalta a importância dessas festas. As primeiras festas judaicas duravam 8 dias.

No domingo dentro da oitava de Natal comemora-se a festa da Sagrada Família. Se não houver domingo celebre no dia 30 de dezembro. Neste ano comemoramos do dia 31 de dezembro a Solenidade da Sagrada Família e dia 01 de janeiro a Solenidade de Maria, Mãe de Deus.

 

A ÁRVORE DE NATAL...

Diz uma lenda que, quando Jesus nasceu, as árvores se reuniram para ver quem iria enfeitar o presépio. Cada uma exibia suas qualidades, sombra, folhas perfumadas, frutos saborosos... E desprezavam o pinheirinho, dizendo-lhe que com essas agulhas perigosas certamente iria espetar e ferir o Menino. O pinheirinho, então, começou a chorar. Vendo o sofrimento do pinheirinho, se encheram do espírito natalino, a compaixão. E transformaram cada lagrima dele numa bola colorida. A estrela dos reis magos desceu e foi pousar no ramo mais alto da árvore, e se encheu de luz. O Menino olhou para o pinheirinho enfeitado e cheio de luzes, e sorriu para ele. As árvores entenderam que havia sido escolhido.

O Pinheirinho lembra várias coisas:

Ä É símbolo da vida que não sofre derrotas;

Ä No paraíso havia a árvore da vida, no presépio há uma representando a vida;

Ä As bolas que o pinheirinho leva é como frutos. Além disso, os sacramentos da vida cristã são frutos de Jesus;

Ä No alto costuma ter uma estrela, aquela que guiou os magos também nos guia. Sendo Jesus declarado ser a luz do mundo;

Ä A árvore de Natal faz pensar também na árvore da Cruz;

 

Festa do Natal é uma festa familiar, vários motivos nos fazem ver essa festa deste modo. Sendo eles:

  • Ø O Filho de Deus escolheu uma família para nascer e crescer;
  • Ø A presença de alguém que você já não havia há tempos;
  • Ø A Falta de alguém que partiu e que ficara na eterna saudade;

São vários os motivos que fazem celebrar o Natal, cada um teve ter o seu. Portanto, descubra qual é o seu verdadeiro sentido para celebrar a festa do nascimento de Jesus Cristo.

A mensagem deve sempre ser o clima de festa, as músicas que encantam, os enfeites, as pessoas que se encontram as luzes... tudo ajuda a dizer o que é Natal. Mas quem da o verdadeiro sentido dessa solenidade é a Palavra de Deus.

 

FESTA DA EPIFANIA

Epifania vem do grego e significa manifestação. É a solenidade da “manifestação do Senhor”, o dia em que o Senhor Jesus se deu a conhecer e foi reconhecido pelos pagãos. Popularmente ela recebe outros nomes: Dia de Reis. E a cor é a mesma do Natal - Branco

A solenidade da Epifania tem data fixa, em 6 de janeiro, e até algumas décadas atrás, era celebrada nesse dia. Contudo, visto que havia muitas festas religiosas e feriados civis, várias delas foram transferidas para domingo mais próximo. Assim a Epifania passou a cair sempre no domingo entre 2 a 8 de janeiro.

 

FESTA DO BATISMO DO SENHOR

A festa do Batismo do Senhor celebra-se no domingo após a Epifania, como encerramento do Ciclo do Natal. Dia seguinte, segunda-feira, já é a 1º semana do Tempo Comum. A data correta da celebração do Batismo do Senhor é no domingo entre 9 a 13 de janeiro. Caso aconteça de não ter domingo, seja celebrada na 1º segunda-feira após o Domingo da Epifania.

O Martinho

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