Liturgia

Liturgia

 

     Resumo do encontro de Liturgia da Arquidiocese sobre a Semana Santa e Tríduo Pascal.
     O documento conciliar Sacrosanctum Concilium (108) nos exorta a orientar o espírito dos fieis em primeiro lugar para as festas do Senhor, de modo muito especial para a celebração da Sua Páscoa.

     Ao vivermos o tempo litúrgico da Quaresma e ao longo desse período, sobretudo na liturgia do domingo, faz-se um esforço para se recuperar o ritmo e o estilo de verdadeiros filhos de Deus em uma preparação adequada para viver a Semana Santa e o Tríduo Pascal.

    Pensando nisso, a Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Curitiba, realizou no dia 11 de março um Encontro Arquidiocesano de Formação sobre a Semana Santa e o Tríduo Pascal. Contamos com a presença de agentes de pastoral, coordenadores da pastoral litúrgica, dos coroinhas, dos MESC´S, de animação e canto litúrgico, entre outros interessados em aprofundar-se no assunto.
     Inicialmente abordou-se, dentro da temática proposta, uma introdução a qual passou por todas as celebrações que compõe a Semana Santa, que se inicia com o Domingo de Ramos e vai até o Domingo da Ressurreição. Posteriormente aprofundou-se a espiritualidade e a vivência mistagógica da Semana Santa e do Tríduo Pascal. Entre uma explanação e outra tivemos a apresentação de sugestões de cantos para este período litúrgico.

     Os participantes tiveram a oportunidade de interagirem, realizando perguntas e colocações que mostraram o quanto o Povo de Deus tem sede em aprender sobre temas voltados para a dimensão litúrgica e o quanto se faz necessário continuar com estas formações com cunho catequético, mistagógico e reflexivo. Que a experiência do encontro com o Ressuscitado nos conduza a uma prática pastoral, missionária e querigmática de anunciar o amor misericordioso do Pai, fazendo de nossa vivência litúrgica um local do encontro com o Mestre.

 

     Cleverson Teixeira
Equipe comissão Litúrgica

 

Para Enteder a liturgia

 

Desde os primeiros séculos, a Igreja procurou proteger o seu maior tesouro, de modo a que o culto divino espelhasse com fidelidade a fé apostólica. Não se encontrará, no curso de sua história, nenhuma evidência de que a Igreja tenha negligenciado sua sagrada liturgia.
Pelo contrário. Ver-se-á que, tão-logo superadas as perseguições, os cristãos cuidaram para que a missa fosse celebrada por meio de um rito que demonstrasse com esmero a sua sacralidade. De celebrações feitas nos subterrâneos, sobre os túmulos dos mártires, os Sagrados Mistérios são logo 'cercados' por um cuidado crescente para que os gestos litúrgicos testemunhassem a grandeza do sacramento.

 

Lex orandi, lex credendi
    A harmonia entre o que se celebra e o que se crê é fator determinante da coerência da liturgia. Com efeito, seria vazia de conteúdo qualquer ação litúrgica em descompasso com a realidade celebrada. Desse modo, podemos compreender a importância que se deve dar à observância das rubricas do Missal Romano, das determinações da Santa Sé e do cuidado que se deve cercar tudo que se aproxime do altar.
Se Jesus, sabendo próxima a sua hora, mandou que os apóstolos preparassem convenientemente o lugar da Última Ceia, não seríamos nós a descuidar da necessária preparação para trazer-nos presente a mesma ceia, o mesmo sacrifício. Assim, na medida em que é conveniente rejeitarmos uma opulência desmedida que desvirtue a austeridade do Santo Sacrifício, também devemos afastar a tentação recorrente de entender desnecessários, ou mesmo impróprios, os cuidados em embelezar a Sagrada Liturgia. Hoje, como ontem, a riqueza dispensada ao Santíssimo Sacramento nunca será um desperdício (cf. Mt 26,6-13).
    Se a liturgia da santa missa deve ser enriquecida, portanto, com objetos, sinais e gestos que demonstrem cabalmente a riqueza do tesouro que ela vela e revela, o que dizer das disposições interiores daqueles que a ela acorrem? Aqui, há que se identificar a 'regra de ouro': o que não seria oportuno no Calvário, não o seria também na missa, pois estamos diante da mesma realidade.
     A missa; o mesmo e irrepetível sacrifício de Cristo tornado presente para nós, que vivemos sob o tempo; pede de nós a mesma disposição de espírito que seria de se exigir caso estivéssemos presentes no momento histórico do Calvário. Aqui, mais uma vez, há que se fixar que a lei que rege a oração deve ser a mesma que rege a fé. Como conciliar a realidade de se estar diante do sacrifício redentor de Jesus Cristo com uma atitude exterior displicente ou mesmo imprópria? Em sentido contrário, que exemplo fecundo não empresta o fiel que demonstra exteriormente a sua disposição interior à adoração do mistério tornado presente no altar!
     As regras litúrgicas, por conseguinte, vistas como devem ser vistas, estão longe de ser um cerceamento da expressão livre da fé, mas guias eficazes para que a nossa oração litúrgica seja o reflexo perfeito da crença que nos move. As palavras do Santo Padre, o Papa João Paulo II, bem ilustram o caráter meritório de uma singela e serena submissão às orientações e às normas litúrgicas: "O sacerdote que celebra fielmente a missa segundo as normas litúrgicas e a comunidade que às mesmas adere demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja." (Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia)

 

Nova instrução sobre a liturgia
     A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou uma instrução, chamada Redemptionis Sacramentum (O Sacramento da Redenção), por meio da qual estabelece regras a serem observadas por toda a Igreja. Basicamente, o documento chama a atenção dos fiéis para a necessidade de se coibir abusos que de forma alguma eram desejados por ocasião da reforma litúrgica introduzida pelo Concílio Vaticano II.
    Nas palavras do Santo Padre, o Papa João Paulo II, "a reforma litúrgica do Concílio trouxe grandes vantagens para uma participação mais consciente, ativa e frutuosa dos fiéis no santo sacrifício do altar", mas, "a par destas luzes, não faltaram sombras, infelizmente" (Ecclesia de Eucharistia, 10). Na realidade, as sombras a que se refere o Papa são as experimentações abusivas que se seguiram à reforma, muitas feitas ao arrepio da autoridade apostólica, um 'laissez faire' incompatível com a unidade da liturgia e, em muitos casos, introduzindo elementos que obliteram princípios teológicos indisponíveis, como a indispensabilidade do sacerdote na celebração do Santo Sacrifício.

 

A missa explicada parte por parte conheça a estrutura e organização da celebração eucarística:
     No esteio dessas experimentações, passaram a surgir expressões francamente equívocas, como "ministro extraordinário da eucaristia", "comunidade celebrante" ou mesmo conceitos que despojam a sacralidade e o valor sacrificial da Santa Missa. O Santo Padre se refere a alguns deles, como a redução da missa a um "encontro fraterno ao redor da mesa". Tudo isso nunca foi querido pelo Concílio nem estabelecido pela Igreja. Na verdade, basta uma leitura dos documentos oficiais da Igreja para se ter a convicção que o Concílio não quis essas experiências.
     Para uma melhor compreensão da realidade em que se insere a Instrução, recomendamos a leitura da apresentação da Instrução Redemptionis Sacramentum, feita pelo cardeal Francis Arinze, à época prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
     A íntegra da Instrução Redemptionis Sacramentum, com as normas e recomendações da Santa Sé em relação à liturgia, pode ser lida no site, disponibilizada com recursos para facilitar a navegação. É um documento riquíssimo, lúcido e indispensável. Para uma melhor compreensão da importância do tema, recolhemos alguns exemplos de abusos litúrgicos, infelizmente freqüentes, para auxiliar o fiel a identificá-los e corrigi-los.

 

 

 

 

ESCALA  DA LITURGIA DA PARÓQUIA SÃO MARTINHO DE LIMA:

 

         

    Sábado 19h:    1º  Cleusa

                           2º  Ardeli

                           3º  Pastoral Batismo / Cloves

                           4º  E.C.C / Katia

                           5º  Kellye

 

  Domingo 7h30: 1º  Apostolado da Oração / Ana Sueli

                           2º  Niodalda

                           3º  Agostinho

                           4º  Ir. Maria /Ir. Vicentinas

                           5º  Capelinhas / Ivani

 

 Domingo 10h30:1º  IAM 

                           2º  Neuza

                           3º  Marta

                           4º  Catequese / Nelci

                           5º  Catequese / Nelci

 

 Domingo 19h:    1º  JUF

                           2º  TLC

                           3º  Maria Divanir

                           4º  Filhos do Céu

                           5º  Priscila

 

 

 Novenas: 10h - Ana Maria

                15h - Soeli

            19h30 - Nilce

 

 1º Sexta-Feira às 15h: Apostolado da Oração

 Missa do Dia 03 - Novena de São Martinho: Nilce / Chagas

 

Deus seja Louvado!!!

 

Coordenador: Dirlei Cesar Tavares